
O essencial não é o preço FOB, mas duas curvas que puxam o custo posto em sentidos opostos. O yuan fixou em 6,7521 em 18 de setembro, 8ª alta seguida; o SCFI marcou 3687,83 pontos: Europa -6,48%, costa oeste dos EUA +3,01%.
Nada de dólar fraco: em 16 de setembro o Fed subiu os juros em 25 pontos-base, para 3,75%-4%. É a exportação que sustenta o fixo: 20,17 trilhões de yuans em oito meses, alta de 14,6%, e 222 pontos na semana. O frete foi o inverso: o Panamá sustentou a América do Norte e o Suez derrubou a Europa.
Faça a conta. Um carro a 120 mil yuans custa 17.714 dólares ao fixo de 6,7743 e 17.772 a 6,7521: 58 dólares a mais; com a valorização de 4,1% no ano, está 730 dólares mais caro que em janeiro. Um contêiner de 40 pés para a Europa cai 255 dólares, para 3.683, ou 64 a 85 dólares por carro; na costa oeste dos EUA sobe 221 dólares, a 7.560, ou 113 a 132 com o câmbio.
Na Europa e no Mediterrâneo, a queda de 6,48% no frete cobre a alta semanal de 0,33% do yuan: trave o preço e deixe a data de embarque aberta. Para o Kuwait e o Golfo, o índice Oriente Médio de Ningbo marcou 5.321,9 pontos em 4 de setembro, 43,03% acima de julho.
Quatro passos. Peça três linhas: preço em yuans, taxa de referência e sua data, validade do frete. Inclua cláusula cambial, liquidação pelo fixo do pagamento com faixa de 1%. Some a sensibilidade: cada 1% de valorização custa 178 dólares. Trave a Europa e reserve antes nas rotas americanas. A prazo, confirme cobertura e prêmio com uma seguradora de crédito à exportação.
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